Agora é moda: várias publicações impressas contam com suas versões digitais na íntegra. Mas não simplesmente no conteúdo, mas também no formato. Os recursos de FLIP PAGE, scripts que simulam a sensação do leitor virar as páginas da publicação no brownswer assim como na vida real (recurso que eu também utilizei na seção Diagramação Cecoteg para mostrar projetos gráficos dos alunos), tomam conta dos sites das editoras prometendo a “versão digital”.
Entretanto, há de se pensar que a transposição do conteúdo na íntegra inclusive no formato de leitura não é, necessariamente, a melhor opção para a mídia impressa. A mídia digital possui linguagem própria, dinâmica própria, aspectos estruturais e ergonômicos próprios. Um jornal impreso é totalmente diferente de um portal de notícias.
A exemplo de um projeto editorial desenvolvido em função da nova mídia, temos a versão digital da revista Wired. Em parceria com a Adobe, toda a estrutura da publicação foi adaptada ao novo meio, potencializando os recursos digitais e explorando-os em função dos leitores.
Logicamente, o sistema da Wired não é, necessariamente, um modelo a ser seguido, mas certamente é uma luz no fim do túnel.