É estranho, mas depois de um certo tempo e desilusões é natural que todos façamos esse tipo de pergunta ao lançamento de uma nova versão de um software. O problema é que a maioria das análises vêm apenas com as vantagens publicadas pelos fabricantes e raramente os analistas de plantão são imparciais. Fico com dois dos maiores nomes da editoração do país, RICARDO MINORU HORIE e VICTOR VICENTINI que fizeram análises bem detalhadas da mais nova versão do paginador da Adobe.
BUZZWORD
De todas as novidades que pude testar (e foram 32 segundo VICENTINI, na revista Destop edição 115), a que mais me chamou a atenção foi o BUZZWORD. Trata-se de um editor de texto online do tipo GoogleDocs, criado a partir do seu usuário no site Acrobat.com. Assim, o texto poderá ser importado no IDCs5 diretamente do navegador da internet, editado a distância e caso suas alterações seja aprovadas por seu usuário/diagramador, elas serão feitas automaticamente no layout do ID. Isso acaba com o manda e recebe PDFs, por e-mail, e agiliza o processo de revisão e correção.
FONTES INCORPORADAS
A segunda e acredito que todos os meus alunos irão gostar de saber é que não é mais necessário instalar as fontes do Package. Isso mesmo. Ao selecionar a opção Empacotar Fontes, o ID criará uma pasta chamada DOCUMENT FONTS e, ao copiar o Package para outra máquina, as fontes serão automaticamente instaladas no momento da abertura do arquivo. Como sabemos, quanto mais fontes instaladas, pior o processamento do computador, portanto, as fontes serão desinstaladas automaticamente ao fechar o documento. Além disso, o programa fará com que o sistema dê utilize as fontes dessa pasta, mesmo que já estejam instaladas em seu computador. É valido ressaltar que outros programas ou arquivos não poderão utilizar essas fontes incorporadas. O CorelDraw sempre teve esse opção, mas nunca consgui fazê-la funcionar corretamente.
EFEITOS, FUNCIONALIDADES E MULTIMÍDIA
A Adobe resistiu durante anos, mas agora podemos arredondar os cantos dos frames de forma independente, e ainda alinhar o texto verticalmente nesse mesmo frame irregular. Outra funcionalidade é o Título em colunas. Agora podemos determinar que o título não respeite as colunas no frame de texto, ou seja, se um frame tem 4 colunas, o título poderá ocupá-las simultaneamente, sem a necessidade de criar um frame separado apenas para ele. Além dos formatos convencionais, foram adicionados à lista os formatos .FLV, .F4V e arquivos MP3. Isso facilita na produção de apresentações, revistas e livros digitais.
Uma leve e crucial mudança ocorreu na caixa de diálogo FILE > NEW DOCUMENT. Assim além de definir o número de páginas do seu documento, pode-se também estabalecer em qual página seu documento iniciará! Assim pode-se criar um documento sequenciado já com a numeração correta.
O QUE FALTOU
Agora a pergunta que não quer calar: O PRINT BOOKLET TEM SUPORTE PARA BOOKS? Não! Pelo menos ainda. Para os que trabalham com a edição de livros e outros documentos extensos, divididos em vários arquivos e reunidos através do aplicativo BOOK, ainda não conseguirão gerar uma boneca que inclua todos esses arquivos. É estranho, mas segundo alguns consultores da Adobe, a empresa não tem interesse em focar em ferramentas de pré-impressão, mas sim em outros tipos de funcionalidades, principalmente nas relacionadas à produção colaborativa. É uma pena, pois ainda precisamos gerar um PDF do BOOK, rodar um script MULTIPAGE TO PDF, que converte um arquivo de múltiplas páginas num documento extenso do ID e aí sim utilizar a opção PRINT BOOKLET e montar seu boneco.
As notas de rodapé continuam com sua funcionalidade literal ao nome, ou seja, só podem ser posicionadas à base da coluna. Portanto, layouts com propostas mais interessantes continuarão sendo feitos de maneira braçal.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Minoru e Vicentini estão de acordo que muito ainda falta para melhorar, mas concordamos em um ponto: O programa está cada vez mais voltado para a editoração de livros e revistas digitais. O mercado impresso que me perdoe, mas já é hora de começarmos a olhar para esse novo segmento de mercado. Lembrando que quando a revista Wired lançou sua primeira edição para I-Pad, muitos se perguntaram: “onde e como fizeram isso?” A resposta é simples: Num pluguin de editoração que a Adobe está preparando pra lançar para rodar no ID.
Se o impresso vai morrer? Isso é outra história. Enquanto isso, vejamos no que a editoração irá se transformar nos próximos anos, após o advento do I-Pad:
Abs,
Rangel Sales
Concordo plenamente com você Kildare!
É necessário analisar os softwares com parcimônia, pois realmente na maioria dos casos trata-se de como você disse, mera maquiagem. No entando, a necessidade de esclarecer a todos “o que há de novo” e dai decidimos pela atualização ou não.
Acompanho você em sua atitude de saltar uma versão, pois para o seu conhecimento, trabalhei com diariamente com as versões 1.5, 2.0, Cs2, Cs3 e agora o Cs5. O maior problema para aquisição realmente é o custo para o consumidor final.
Agora é utilizar e descobrir o que ainda falta (e garanto que falta muita coisa) e o que deu certo ou não. Lembro a você objetivo aqui não é fazer apologia às novas versões, mas simplesmente elucidar o usuário sobre as novidades dos softwares de editoração, ok?
Abs,
Rangel Sales
Finalmente alguém que pensa como eu!
Seu site já dei “Ctrl + D”
Hehehehe!
Obrigado, amigo! Mande suas sugestões e dúvidas!
Abs,
Rangel Sales
Bacana!
Saber do comentário e opinião que alguem decategoria!!!
Foi meu Professor!!!
Abraço.
16:52
Bem Rangel,
Acho isso tudo muito complicado.
Na minha opinião o lançamento de novas versões dos principais softwares do mercado são feitas em um período muito curto. Geralmente por volta de um ano, um ano e poucos meses.
Mal dá tempo para corrigir um bug e já vem uma nova versão.
Na maioria dos casos a maioria das novidades não passa de perfumaria. Apenas pequenas melhorias ou pequenas novas funções.
Nem sempre algum novo recurso, bem específico de um determinado fluxo de trabalho vale a pena a compra ou atualização.
Aqui na empresa tenho o costume de fazer as atualizações sempre pulando uma versão. Raramente adquirimos uma nova versão em seqüência.
Imagine um pequeno ou médio escritório de design manter de 6 a 10 softwares com o valor de 1.200 reais para cada software por ano?
Por isso temos tanta pirataria nesta área.
Nesta versão do Indesign CS5 acho que foram muitas pequenas “benfeitorias” (novos recuros) e outras melhorias do que já existia.
Dou destaque para o recurso de “Column Spanning and Splitting”.